Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados

Revista Construção & Mercado: Minas terá a primeira Escola da Construção no país

Revista Construção & Mercado — 4/05/17
 
Minas terá a primeira Escola da Construção no país
 
Em busca de mão de obra cada vez mais qualificada, três entidades mineiras estão lançando um projeto inédito no estado: a construção da primeira escola voltada para a qualificação de jovens e adultos que queiram trabalhar em canteiros de obras. Criada pelo Sinduscon-MG em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG) e com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a Escola da Construção será erguida no bairro Diamante, em Belo Horizonte, em um terreno de 20 mil m2. Serão quatro edifícios com capacidade para atender 2 mil alunos diariamente. Os prédios terão laboratórios de ensaios de materiais de construção e espaço para oficinas de máquinas pesadas, alvenaria e revestimento cerâmico, entre outras atividades. A escola também oferecerá ensino fundamental, ensino médio articulado com a educação profissional, educação profissional técnica de nível médio, graduação e pós-graduação. Trabalhadores da indústria e seus dependentes vão ter prioridade nas matrículas.
 
"O projeto fará com que o setor da construção civil se consolide como referência em capacitação da mão de obra no estado", diz Andre Campos, presidente do Sinduscon-MG. "A nova escola vai formar profissionais conectados com as mais modernas tecnologias e aumentar as chances de emprego ou promoção para o trabalhador."
 
Secovi-SP prevê crescimento em 2017
 
Um novo ciclo de recuperação já é realidade na capital paulista, onde o mercado da construção civil pode crescer de 5% a 10% em relação a 2016, segundo Flávio Amary, presidente do Secovi-SP. Essa reação ainda é vista como moderada porque a base de comparação é baixa, já que, em 2016, houve uma queda de 23,3% nos lançamentos e de 19,7% nas vendas de imóveis residenciais novos. Por outro lado, somando a existência de uma demanda reprimida com a queda dos juros e da inflação, o crescimento previsto pode ser ainda mais vigoroso. "Agora, se mudarmos essa projeção será para cima, e não mais para baixo, como achávamos nos meses anteriores", afirma Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.
 
Com relação ao volume de distratos (que chegaram a representar 20,5% das transações com imóveis no fim de 2016), em vez da devolução dos valores já pagos às incorporadoras, o Secovi-SP defende a adoção de mecanismos para facilitar a revenda ou o leilão de imóveis, mantendo as regras em vigor para esses casos.
 
ABNT cria programa anticorrupção
 
Ao lançar a versão brasileira da NBR ISO 37001, a ABNT oferece apoio para combater a corrupção por meio do desenvolvimento de uma cultura de integridade, transparência e conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis. A NBR ISO 37001 Sistemas de Gestão Antissuborno - Requisitos com Orientações para Uso especifica requisitos e orienta as organizações a estabelecer, implementar e manter um sistema de gestão antissuborno - seja independente, seja integrado a um sistema de gestão global.
 
A norma define suborno como "oferta, promessa, doação, aceitação ou solicitação de uma vantagem indevida de qualquer valor (financeiro ou não), direta ou indiretamente, e independente de localização, em violação às leis aplicáveis, como um incentivo ou recompensa para uma pessoa que está agindo ou deixando de agir em relação ao desempenho de suas obrigações". E o termo suborno é definido pela legislação aplicável de cada país.
 
A ABNT começou a trabalhar na versão brasileira da ISO 37001 desde que a norma foi lançada pela International Organization for Standardization (ISO), em 2016. "A norma vai contribuir com as organizações no combate ao suborno, já que as medidas de compliance poderão ser implementadas em empresas de qualquer porte", diz Marisselma Santana, coordenadora da ABNT/CEE-278. Para os interessados, há um curso sobre a norma já disponível. Basta acessar: www.abntcatalogo.com.br/curs.aspx?ID=2242
 
Vendas de material de construção têm alta de 10% em março
 
Em comparação com o mês anterior, as vendas de material de construção no varejo cresceram 10% em março. Com relação à março de 2016, o crescimento foi de 12%. Os dados são da pesquisa Tracking Mensal da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material da Construção), que entrevistou 530 lojistas. Detalhe: todas as regiões do país apresentaram resultados favoráveis em março, comparado com fevereiro.
 
Já no primeiro trimestre do ano, o setor apresentou um crescimento de 4% com relação ao mesmo período do ano passado. "Depois de dois anos difíceis, os resultados indicam que estamos iniciando um período de recuperação", considera Cláudio Conz, presidente da Anamaco. "Nossa previsão é fechar 2017 com crescimento de 5% sobre o ano passado, recuperando as perdas de 2016."
 
Locação de equipamentos se espalha pelo Brasil
 
Os milhares de pequenos empreiteiros que dependem do aluguel de equipamentos para tocar suas obras têm cada vez mais opções de locação no mercado. Inaugurada em março no Rio de Janeiro, a Logmak Express oferece justamente esse serviço. Situada no estacionamento da Leroy Merlin na Barra da Tijuca, a loja ocupa contêineres estilizados e os equipamentos podem ser retirados lá mesmo - ou entregues na obra. "Pagamos o aluguel do espaço para a Leroy e a receptividade do público está sendo excelente", afirma Patrick Wellisch, sócio da Logmak junto com Giancarlo Gigon. "Muitos clientes não conheciam essa possibilidade de locação por diária, quinzena ou mês, e nossa ideia é explorar ao máximo a economia compartilhada."
 
Entre os equipamentos disponíveis, há desde pequenas retroescavadeiras e rompedores de parede e solo até furadeiras profissionais. A diária de uma betoneira de 400L, por exemplo, custa R$ 52; já a do martelete de 10 kg sai por R$ 46.
 
Evento reúne players do mercado imobiliário e escritórios jurídicos
 
Nos dias 20 e 21 de março, o Rio de Janeiro foi a sede da 6a edição do Seminário de Soluções Jurídicas para os setores Imobiliário e Turístico - Adit Juris 2017. O evento reuniu os principais players do mercado imobiliário, escritórios jurídicos e advogados atuantes nesses segmentos, para discutir temas que unem os dois setores. O encontro proporcionou o esclarecimento de dúvidas e a busca de soluções para questões que, na maioria das vezes, ainda não estão previstas na legislação nacional.
 
A abertura teve discurso de Felipe Cavalcante, da Adit Brasil, com a apresentação de cases de formatação jurídica de empreendimentos imobiliários. O evento teve o suporte inédito da comissão composta pelos advogados Bernardo Chezzi (Chezzi Advogados - BA), Carlos Ferrari (NF&A Advogados - SP), André Abelha (Castier/Abelha - RJ) e Rita Martins (Rita Martins & Advogados - BA). Nos dois dias, os profissionais da área se dividiram em 14 painéis, apresentados por 46 especialistas de todo o país.
 
O painel sobre mecanismos de Melhor Segurança Jurídica Para a Gestão do Assunto Distrato, um dos mais aguardados do segundo dia, contou com a participação dos advogados Marcelo Terra (DGCGT Advogados - SP), Diego Amaral (Dias & Amaral Advogados - GO) e Cláudio Camozzi (WAM Brasil - GO). Eles discorreram sobre um dos temas mais preocupantes do mercado imobiliário diante do alto índice de distratos, que chegou a 43,4% em 2016. Especialistas falaram ainda sobre a sustentabilidade da comercialização de unidades por meio de compromisso de venda e compra; venda de fração ideal com alienação fiduciária; financiamento bancário direto da planta; e a minuta do pacto nacional.
 
http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/190/artigo379820-1.aspx

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